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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O Big Brother e o interesse público



 Jornalistas sérios costumam distinguir entre o que definem como “interesse público” e aquilo que chamam, pejorativamente, de “interesse do público”. Enquanto esse último estaria voltado para abordagens e temas conjunturais, carregados de emoção e até mesmo de sensacionalismo, o interesse público diria respeito principalmente às questões políticas maiores, ou seja, àquelas que afetam, de forma mais profunda e permanente, a vida da sociedade e os destinos da nação.
Esta distinção daria conta não só do afastamento do público em relação às análises e coberturas políticas “sérias” da mídia, mas também, em larga medida, do conceito negativo da população – que as pesquisas de opinião revelam – em relação aos políticos e à própria política e suas instituições.
Contudo, é preciso questionar esses conceitos, por mais que eles sirvam à satisfação dos “porta-vozes do interesse público” e minimizem o fato de que a maior parte da população os rejeita ou ignora.

 PJs e BBs

Stephen Coleman, professor visitante de e-Democracy no Oxford Internet Institute (OII), oferece uma inovadora abordagem sobre o tema, voltada a questionar a forma passiva como esse afastamento entre interesse público e do público tem sido aceita. No que segue, tratarei de apresentar e resumir suas idéias, muitas vezes recorrendo às suas próprias formulações[1].

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Discurso de paraninfo - Paulo Faria

Incluo aqui o texto do discurso de paraninfo proferido por meu querido amigo e colega Paulo Faria na formatura dos cursos do IFCH da Universidade Fedaral do Rio Grande do Sul, em janeiro de 2010. Muitas pessoas me pedem para lê-lo, e o melhor caminho que conheço para divulgá-lo é este blog, dedicado às reflexões filosóficas. As minhas, pálidas e eventuais, e outras como esta, onde brilha a clareza da mente e a autenticidade da experiência de vida e de magistério do Faria.
 (Tomei a liberdade de acrescentar uns subtítulos)
Paulo Faria



Magnífico Reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Prof. Carlos Alexandre Netto;
Ilma. Sra. Vice-Diretora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Profa. Sílvia Altmann;
Professores e funcionários homenageados;
Demais autoridades presentes;
Formandos dos Cursos de Graduação (Licenciatura e Filosofia) em Filosofia;
Formandos dos Cursos de Graduação em Ciências Sociais;
Senhoras e Senhores.

No ano 399 antes de Cristo, provavelmente nos primeiros dias do mês de Targélion (vale dizer, aí por meados de maio no calendário gregoriano), um tribunal ateniense condenou à morte, por maioria de votos dos mais de quinhentos membros do júri popular que o integrava, um homem que alegava – como ele teria dito em sua defesa – não ter feito outra coisa de sua vida que ‘submeter a exame’ a si mesmo e aos outros (em discussões travadas em toda sorte de ocasiões, privadas e públicas; nas ruas de Atenas; não raro, na praça do mercado), na convicção de que ‘uma vida não examinada não vale a pena de ser vivida’.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

CONTRA O ‘GAUCHISMO” IDIOTA


CONTRA O ‘GAUCHISMO” IDIOTA 

(Do meu sobrinho Guilherme de Freitas Xavier)

Quem vem a Porto Alegre e passa em frente ao acampamento farroupilha, vindo de fora do Rio Grande do Sul, não deve entender nada. Não basta permitir que se instalem as malocas da Vila do Chocolatão: os tradicionalistas brindam a cidade com um visual que rivaliza com os desvalidos e excluídos urbanos. É um imenso malocão (favela é termo carioca, considerado menos pejorativo – caiu no gosto da terra e está em franca substituição pelo politicamente correto comunidade; aqui é maloca mesmo e nada saudosa).
Não tenho mais paciência com este gauchismo idiota, com estas representações de farrapos usando bombacha em desacordo com a história. Os ‘’pantalones turcos’’ excedentes da guerra da Criméia só foram desovados pelos ingleses no Prata e caíram no gosto campeiro após as nossas façanhas. Não aguento aqueles que se transformam e passam a usar impostação vocal de Paixão Cortes quando setembro chega com barro e bosta de cavalo na mui leal e valerosa.
Esta cultura de CTG é muito esquisita mesmo. O alicerce de tudo, CTG com patrão, capataz, sota e primeira prenda, reproduz o modelo estancieiro de exploração do homem do campo. A grande virtude do gaúcho modelar é a lealdade à terra, entendida aí como propriedade do patrão ao qual o gaúcho devota uma fidelidade canina. Outro fato curioso é o grande numero de patrões de CTG com nome italiano, mesmo na campanha. O gringo trabalhador após descer a serra e prosperar no pampa está assumindo o seu lugar na ordem social nativista. Não vou nem comentar as primeira prendas Jeniffer anunciadas no sistema de som, deve ser a tal globalização no gauchismo.
Na minha geração fomos invadidos pelo Fogaço-Crioulismo (não é meu o conceito), movimento tradicionalista que trouxe para a juventude dos anos 80 o orgulho de tomar mate em público. Misturava, numa miríade de festivais quase semanais, gauchismo com Woodstock; bombacha e alpargatas com maconha e bebedeira. Aumentou o consumo de erva mate, o preço subiu e salvamos nossos ervais que estavam sendo dizimadas pela monocultura.
Voltando ao acampamento, aquilo que era alma popular está virando negocio pelas beiradas. O gauchinho da volta, que fazia do setembro seu carnaval de um mês, tirando férias do emprego para passar acampado com os amigos, de fordunço, já não tem mais espaço. Agora temos piquetes de empresas, entidades e associações de aquinhoados funcionários públicos. Estes senhores desvestem-se de gente e fantasiados a caráter botam o pé no barro (duplo sentido:lama e bosta). Mas eles não montam piquete, não fazem comida e não zelam pelo espaço nas madrugadas vazias. Aí o pobre gauchinho agora excluído do seu antigo piquete se emprega com os ‘’doutores’’ por algum cobre, voltando a reproduzir num círculo trágico o modelo de exploração pampeano que tão bem representa.
Antes que me sentem o mango devo dizer que tenho alguma vivência campeira e muita simpatia pelo modo de vida lá de fora. Seguidamente me perguntam de onde eu sou pois devo ter adotado sem saber modos que são estranhos a um porto alegrense urbano. Conheci o gaúcho campeiro da região central, aquele do modelo estancieiro do CTG. Tive contato com o gaúcho missioneiro da Bossoroca, os homens mais primitivos e rústicos que vi lá nos anos 70. Estive muito próximo do gaúcho da região sul dos banhados pra baixo da Quinta. Tenho alguma deficiência no gauchismo dos campos de cima da serra. Conheço de ouvir falar, de rica tradição tropeira.
Então senhores, cultivem suas tradições, não deixem tudo virar um carnaval espetaculoso com assessores cariocas e cavalos de isopor ridículos. Moralizem o acampamento, talvez reduzindo a densidade da costaneira, com mais coletividade associativa cultural e menos individualidades piqueteiras, empresas e associações. O Rio Grande Gaúcho é maior que isso, mais Rio Grande Castilhista positivista sem ode ao modelo oligárquico, que se vigesse ainda nos faria mais parecidos com os coronéis que criticamos para além do Mambituba.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A internet esta' nos tornando burros?

Essa e' a tese do escritor americano especializado em IT, Nicholas Carr:
"For me, as for others, the Net is becoming a universal medium, the conduit for most of the information that flows through my eyes and ears and into my mind. The advantages of having immediate access to such an incredibly rich store of information are many, and they’ve been widely described and duly applauded. “The perfect recall of silicon memory,” Wired's Clive Thompson has written, “can be an enormous boon to thinking.” But that boon comes at a price. As the media theorist Marshall McLuhan pointed out in the 1960s, media are not just passive channels of information. They supply the stuff of thought, but they also shape the process of thought. And what the Net seems to be doing is chipping away my capacity for concentration and contemplation. My mind now expects to take in information the way the Net distributes it: in a swiftly moving stream of particles. Once I was a scuba diver in the sea of words. Now I zip along the surface like a guy on a Jet Ski."
From Is Google Making Us Stupid?
The Atlantic, July-August 2008
H'a uma entrevista dele em portugues,  no Globo, onde ele desenvolve essa id'eia:
http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2010/12/06/escritor-americano-critica-superficialidade-da-internet-alerta-para-perda-de-foco-923196705.asp

terça-feira, 1 de junho de 2010

What does love mean

Recebi este texto num e-mail, e reproduzo porque é lindo. É em inglês, mas não é difícil.


A group of professional people posed this question to a group of 4 to 8 year-olds: 'What does love mean?'

 'When my grandmother got arthritis, she couldn't bend over and paint her toenails anymore. So my grandfather does it for her all the time, even when his hands got arthritis too. That's love.'
Rebecca- age 8

'When someone loves you, the way they say your name is different.
You just know that your name is safe in their mouth.'
Billy - age 4

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Paz, substantivo feminino

Pessoal, dêem uma olhada no que eu escrevi hoje no site mulheresnopoder.com.br:
http://www.mulheresnopoder.com.br/?p=3575
Aqui, eu posso acrescentar uma frase que deixei de fora lá:
Afinal, ´o mundo é redondo´, e qualquer conflito nuclear vai acabar espalhando cinzas e destruição em cima das nossas casas também... 
Foto: rafa2010 (Flickr.com)

quarta-feira, 10 de março de 2010

A experiência de Zimbardo

Este video já foi tirado uma vez do You Tube: olhem logo.
Foi um professor de Psicologia de Stanford, que para estudar os efeitos do autoritarismo criou uma "prisão" super realista no porão da universidade. Os resultados foram surpreendentes!


sábado, 14 de novembro de 2009

Por que as mulheres não gostam da política?


Qual a vantagem de estimular a participação feminina, se for para continuar repetindo “mais do mesmo”, só que com batom?


O Brasil é um dos países com mais baixa participação das mulheres na política: certo ou errado?

Certo, se medirmos o percentual de mulheres em cargos eletivos, do executivo ou legislativo. São muito poucas as governadoras e prefeitas, as vereadoras, deputadas ou senadoras. Mesmo as ministras, secretárias estaduais ou municipais – cargos não eletivos, mas que em geral pressupõem uma militância partidária ou alguma experiência eleitoral – são raras.

Errado, se considerarmos “política” a vida pública em geral. Mulheres estão muito presentes no judiciário; participam muito em movimentos sociais, em iniciativas comunitárias, em associações profissionais, no voluntariado religioso ou empresarial.

Não há restrição ou preconceito que impeça a mulher brasileira a participar de tudo o que a interessa. Mulheres têm preparo intelectual e profissional: há mais mulheres universitárias do que homens; há mais meninas alfabetizadas do que meninos. Mulheres têm competência e experiência; são capazes de liderar, sabem se comunicar, e mostram isso todos os dias, na família, no esporte, no trabalho na iniciativa privada ou no serviço público. Uma em cada quatro famílias, no Brasil, é chefiada por uma mulher.

Por que, então, não há mais mulheres na política partidária e institucional?

A resposta não é simples, os fatores são múltiplos, mas uma parte da resposta tem certamente a ver com as características do nosso sistema político, que contribuem para afastar a participação feminina. As mulheres não gostam da forma como se faz política no Brasil.

Lembro de uma reunião de que participei, na qual se perguntava a várias mulheres politicamente engajadas e esclarecidas por que elas relutavam em se filiar a um partido e atuar partidariamente. Uma das respostas foi que nos partidos existe uma “concorrência predatória”, onde os próprios companheiros travam ferozes disputas dentro do mesmo espaço eleitoral.

Isso seria a antítese do ideal que movia aquelas mulheres a atuar politicamente, porém fora de partidos: o ideal de agir em conjunto, de forma colaborativa, por algo que elas consideravam certo e bom para a sociedade.

De certa forma, portanto, as mulheres são poucas na política institucional não porque sejam impedidas de participar, mas porque não gostam dela. As mulheres não se sentem à vontade com o estilo de atuação que predomina nos partidos e nos círculos do poder: alianças esdrúxulas, rasteiras nos companheiros, negação de qualquer reconhecimento a algo feito pelos adversários, “verdades” que se moldam às circustâncias, ética que se acomoda aos objetivos do momento.

E qual seria a vantagem de estimular a participação feminina, se fosse para continuar repetindo “mais do mesmo”, só que com batom?

Mulheres no poder simplesmente não mudará nada, e provavelmente nem acontecerá, se não for para mudar o poder. Que diferença farão mulheres se comportando como homens – como essa espécie de homens que são os políticos – com o mesmo estilo, os mesmos objetivos, a mesma forma de atuação?

Uma política feminina, um “poder feminino” – mais solidário, menos individualista, com mais cuidado e menos competição – precisa surgir pelas e para as mulheres, para que tenha sentido e se torne viável a palavra de ordem “mulheres no poder”

domingo, 18 de outubro de 2009

Conversa no avião


Ultimamente, tenho viajado mais para o sul. Comprei um apartamentinho em Porto Alegre, vou lá a cada dois meses. “Mirando al sur” – os argentinos também têm alguma coisa mística com o sul, só que para eles isso é bem mais abaixo, a Patagônia, a Terra do Fogo. Para mim, o sul já meio mítico é mesmo Porto Alegre, as ruas de Mário Quintana... e aí é que entra a história do avião.

Numa dessas idas, comecei a conversar com a moça da poltrona ao lado. Gaúcha, formada em Física, trabalhando numa grande empresa do Centro-Oeste. Levava uma enorme orquídea para a mãe, para plantar no sítio, em Tapes. E entre uma série de coincidências –o interesse pelas plantas e pelas ciências, o trabalho longe da família, as visitas periódicas – a observação que me despertou estas memórias.

“Gosto mesmo é de chegar em casa e sair para caminhar nas ruas que eu conheço”, disse ela. “Caminhar nas ruas que a gente conhece” – tem alguma coisa, além da madeleine de Proust, com tanto poder para tirar o pó das lembranças, para transportar corpo e mente para sensações que pareciam perdidas para sempre?

Vim para Brasília em 1991. Mulher de político, na época, embora estudasse jornalismo na UnB e desse aulas na mesma universidade, eu continuava ligada à UFRGS, e voltava seguidamente a Porto Alegre. Mantinha a casa lá, acompanhava as festas da família, o crescimento dos sobrinhos, as histórias das amigas, as candidaturas e as campanhas dos políticos de lá. Não me sentia brasiliense.

Mais tarde, em 1994, vim para ficar. Já aposentada na Universidade, separada, trabalhei, fiz novas amizades, montei nova casa, vivi novos relacionamentos, encontrei novo companheiro. Continuei ligadíssima com a família e os amigos de lá, mas principalmente pela internet, pelos álbuns de fotografias, pelas raras visitas. Ia lá para votar – meu título eleitoral nunca foi transferido -, mas não queria me sentir portoalegrense.

Agora estou numa fase diferente, numa espécie de “dupla naturalidade”. Gosto cada vez mais de Brasília, já acho bonitas as árvores retorcidas do cerrado, não passo tão mal na seca, minhas amigas novas daqui já são velhas amigas. O mapa sentimental do meu novo casamento – que já dura mais do que muitas primeiras uniões – é um mapa de Brasília.

Mas Porto Alegre vai tomando uma proporção cada vez maior. Algumas saudades doídas, mas a maioria boas lembranças, e a consciência crescente de que a memória gruda no corpo, não se sacode tão fácil. Desculpa, Mário Quintana. De Porto Alegre, cidade do meu andar, não me comovem as ruas em que não andei . Sinto uma dor infinita, das ruas de Porto Alegre, onde tanto passeei...

O MAPA
(Mário Quintana)
Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...
(É nem que fosse o meu corpo!)
Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...
Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)
Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso...

Apontamentos de História Sobrenatural

domingo, 20 de setembro de 2009

Palavras de mulher

Há alguma coisa que parece que não combina entre as mulheres e a vida pública. Na política, é bem evidente o déficit de feminilidade. Mas por que será que as mulheres, que têm maior índice de alfabetização, mais anos de estudo, maior proporção nos cursos universitários, ainda são muito menos visíveis – e audíveis – na esfera social?

Reitores das Universidades Federais com o presidente Lula
Foto: Ricardo Stuckert/PR (2008)
Reparem na mesa de qualquer solenidade: mesmo quando o auditório é maciçamente feminino, mesmo quando se trata de atividades em que as mulheres exercem a maior parte das funções, as “autoridades” em geral são homens!

Uma figura masculina de certa importância, independentemente de sua formação acadêmica, é automaticamente chamada de “doutor”. Se uma mulher chega a ocupar um espaço de destaque, quase fatalmente será apresentada como “professora”... Será que aquele ridículo “todos e todas” do início dos discursos revela uma certa culpa diante dessa diminuição, e procura compensá-la?

Na minha infância, havia uma história em quadrinhos – Laura Jane e Tiquinho – em que a menina tinha uma fórmula para encolher de tamanho: areia da grossa, areia da fina, areia me faça ficar pequenina... Mágica inútil, meninas. Precisamos é do contrário, um sortilégio que nos faça voltar ao nosso tamanho natural!

Bem, essas divagações são para comentar um fenômeno auspicioso: na internet, na blogosfera, as vozes femininas estão se fazendo ouvir cada vez mais. Para surpresa de muitos, que nunca desconfiaram de que por baixo daquelas cabeleiras bem tratadas houvesse cérebros, que detrás das pálpebras coloridas um olhar sensível registrasse mil nuances e possibilidades da realidade, que das bocas pintadas pudessem sair palavras próprias... Divertidas, novas, acalentadoras, desafiadoras, rebeldes, poéticas, criativas, as mulheres estão falando na rede!

Querem ver? Comecem pelos endereços das minhas amigas

http://palavrasabracadas.blogspot.com/;
http://www.poesiaemtemporeal.com/;
http://hrimasvirtuais.blogspot.com/

Ouçam, curtam e vão em frente, em busca de outras vozes – talvez a sua própria!

Rejane Xavier
Setembro 2009