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| Sem preconceito, por favor! |
Eu
mesmo, nesta coluna, tive a oportunidade de reclamar de um livro de história
distribuído nas escolas, chegado às minhas mãos pela minha neta, um verdadeiro
horror pelos erros que ensinava.
Hoje
todos estão de acordo que a educação é um problema universal. Sem ela, ninguém
caminha. E esta começa pela língua. O mundo do futuro não será de países
grandes ou pequenos, mas dos que dominarem tecnologia e ciência.
Para
isso, não estão dispensados de falar corretamente.
A
língua é instrumento de unidade e político. É a primeira identidade. Não é por acaso
que a Alemanha e a França gastam quantias fabulosas para manter, inclusive
mundo afora, o ensino do alemão e do francês. É impossível pensar em matar as
suas línguas, deformando-as, sem regras e sem falantes.
É
nesse quadro que o Brasil resolve criminalizar quem fala corretamente e quer
ensinar a que os outros também o façam. Isto, dizem, é discriminação. Ensinar
não é discriminar, a função do professor é ensinar e corrigir.


